Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 10/11/2017

Brasília, 10 de novembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: prevalece nos mercados internacionais a maior aversão ao risco com queda das bolsas, das commodities agrícolas e metálicas e alta do dólar ante as moedas internacionais. As dificuldades enfrentadas pela reforma tributária nos EUA gera incertezas quanto ao desfecho da reforma e por conseguinte dúvidas no que tange a retomada mais intensa da maior economia do mundo.

Interno: o noticiário político continua em cena com destaque para as negociações em torno de uma versão mais enxuta da reforma da Previdência. Ademais, a disputa interna no PSDB gera ruídos e desconforto nos mercados diante das dúvidas quanto ao apoio do partido para o andamento da pauta econômica no Congresso. Na agenda de indicadores, o IPCA de outubro com estimativa de alta de 0,47%, pelo mercado, acelerando frente ao resultado de setembro ajuda a direcionar os investidores.

Bolsa: maior aversão ao risco no exterior e incertezas políticas doméstica no que tange ao avanço da reforma da Previdência tendem afetar o desempenho do Ibovespa no pregão regular. Assim, espera-se que o índice acionário paulista apresente queda.
Juros: a perspectiva de que o IPCA de outubro registre taxa de inflação dentro das estimativas, ou seja, mostrando um índice de preço no acumulado de 12 meses abaixo do piso da meta de 3% e queda dos juros norte-americanos devem impor baixa da estrutura à termo de juros.
Dólar: o cenário externo mostrando mau humor dos investidores e incertezas sobre o avanço da reforma da Previdência no Brasil devem apreciar o dólar ante a moeda doméstica.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.