Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 10/08/2017

Brasília, 10 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados08

Ambiente Financeiro:

Externo: A tensão entre EUA e Coreia do Norte continua influenciando os mercados financeiros negativamente por conta das provocações entre os líderes desses países envolvidos no imbróglio geopolítico. Analistas internacionais atribuíram como remota a chance dessas provocações se transformarem em guerra. As bolsas europeias e commodities operam em queda, enquanto do dólar ganha ante a maioria das divisas internacionais.

Interno: quadro fiscal continua a preocupar os analistas financeiros diante da crescente avaliação de piora das metas de déficit em 2017 e 2018. As especulações são de um aumento do déficit em 2017, de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, ao passo que o rombo para 2018 seria estimado em R$ 170 bilhões. Nesse sentido, a equipe econômica se reúne hoje com Temer, na tentativa de encontrar soluções para elevar as receitas em 2018.

Bolsa: a manutenção da crise geopolítica entre EUA e Coreia do Norte seguem no foco dos players internacionais que operam com aversão ao risco. Adicionalmente, a grave situação fiscal e as disputas dentro da base aliada no que tange o apoio às demandas econômicas devem impor segundo dia de correção de preços no Ibovespa.
Juros: as incertezas dos agentes sobre o encaminhamento das demandas econômicas que possam estancar o déficit fiscal no curto e médio prazo deve pressionar a curva à termo de juros nos prazos intermediários e longos. Já os vértices mais curtos tendem a trabalhar na estabilidade.
Dolar: as tensões geopolíticas entre EUA e Coreia do Norte ainda permeiam os negócios externos e tende a influenciar para cima a taxa de câmbio doméstica. Ademais, quadro orçamentário do governo federal revelando grande dificuldade na solução de estabilizar o déficit fiscal reforça o viés de alta do dólar frente ao real.

Fechamento dos mercados 09/08/2017

Ibovespa: a troca de ameaças entre EUA e Coreia do Norte manteve a aversão ao risco global e impôs queda do Ibovespa de 0,34%, aos 67.671 pontos. Especialistas também atribuíram a baixa do índice paulista pela oportunidade realização de lucros dos mercados de ações.

Juros futuros: os vencimentos curtos passaram o dia na estabilidade e os prazos médio e longos foram pressionados para cima, devido a continuidade das preocupações com o quadro fiscal e político brasileiro. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,170% (de 8,175%), 8,07% (de 8,02%) e 9,33% (9,25%), respectivamente.

Dólar: tensões geopolíticas envolvendo Coreia do Norte e EUA e incertezas em torno das demandas econômicas do governo no Congresso levaram o dólar a fechar em alta ante ao real, atingindo R$ 3,153/US$ com elevação de 0,75%.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.