Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 10/01/2020

Brasília, 10 de janeiro de 2020

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A menor tensão entre EUA e Irã sustenta o clima ameno nos mercados financeiros internacionais nesta abertura. Os investidores seguem monitorando a proximidade do encontro sino-americano para assinatura do acordo comercial preliminar no próximo dia 15. Na agenda de indicadores, os números do mercado de trabalho dos EUA devem mostrar uma economia ainda sólida. As estimativas dos operadores são de criação de 159,5 mil empregos em dezembro. No momento, as bolsas europeias, os futuros de bolsas de Nova Iorque e as commodities agrícolas sobem, enquanto o dólar cedia frente a maioria das divisas externas. O Petróleo caía em meio a sinais de amenização no conflito geopolítico no Oriente Médio.

Interno: O alívio externo tem promovido uma consolidação dos ganhos obtidos dos ativos brasileiros e agora os agentes começam as apostas para o Copom, com a divulgação do IPCA de dezembro. As projeções para o IPCA de dezembro apontam alta de 1,08% no fechamento do mês e 4,24% no acumulado do ano. O fraco desempenho da produção industrial de novembro observado ontem ajudará a balizar as apostas para a taxa Selic. No espectro político, pesa a notícia de que Bolsonaro quer conceder subsídio na conta de luz para templos religiosos, indo na direção oposta do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Bolsa: A permanência do clima externo mais ameno e perspectivas positivas para a atividade em 2020 tendem a estimular as compras de papéis pelos investidores. Assim, o índice paulista tende a subir no pregão regular.
Juros: A queda do dólar frente ao real (tira pressão da inflação no curto prazo) deve ter menor peso, tendo em vista a perspectiva de um IPCA mais forte para o mês de dezembro, bem como para o encerramento do ano. Desse modo, espera-se alta dos juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A amenização das tensões no Oriente Médio e as projeções positivas para a economia nacional devem estimular a queda do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.