Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 10/01/2019

Brasília, 10 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados financeiros interrompem movimento de alta, observado nos últimos dias, reagindo a inflação mais baixa na China e continuidade da paralisação parcial do governo norte-americano. Além disso, a falta de avanços concretos de avanços na rodada de discussões comerciais sino-americanas reforça o viés negativo. O pano de fundo para esse movimento está relacionado a necessidade de correção de preços pelos investidores. Só o petróleo subiu por oito sessões consecutivas. Nesse sentido, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities operam em baixa, enquanto o dólar ganha valor frente a maioria das divisas externas.

Interno: a disputa em torno da reforma da Previdência, em especial de grupos de interesse dentro do próprio governo (militares), segue no foco dos investidores domésticos. A divergência entre os deputados federais para a adoção de uma proposta de regime de capitalização para a Previdência também traz cautela. Ademais, a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, pela manutenção do voto secreto para a eleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado também gera desconforto, pois ampliam as incertezas quanto ao apoio político que o governo poderá ter no parlamento.

 

Bolsa: o desempenho negativo das praças acionárias na Ásia e na Europa, amplificado por correção de preços, associado as indefinições na proposta de reforma da Previdência brasileira tendem a derrubar o Ibovespa.
Juros: o cenário externo negativo nesta abertura e divergências em torno de uma proposta da reforma da Previdência dentro do governo devem impor no viés de alta dos juros futuros (aumento, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: conjuntura externa ruim por conta da falta de avanços nas negociações comerciais sino-americanas e disputa entre membros do governo no que tange a reforma da Previdência tendem a motivar um ajuste na taxa de câmbio doméstica. Assim, o dólar tende a subir frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.