Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 10/01/2018

Brasília, 10 de janeiro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: o rali recente dos mercados internacionais provocam movimentos de realizações de lucros nas principais praças financeiras ao redor do globo. Bolsa asiáticas operaram com sinais mistos por conta do indicador de inflação ao consumidor da China ter subido menos que o esperado. Bolsas europeias também divergem com ganhos em Madrid e Londres e perdas na Alemanha e França. A realização de lucros demonstra sinais com a queda dos Futuros de bolsa dos EUA. Por outro lado, as commodities sobem diante da alta da inflação ao produtor na China de 6,3% em 2017, revertendo uma queda de 1,4% observada em 2016. No câmbio, o dólar ganha valor ante a maioria das divisas emergentes e cede ante ao euro, libra e iene.

Interno: segue no radar dos investidores locais os desafios da reforma da Previdência e o complexo quadro político. Na agenda de indicadores, o destaque será a divulgação do IPCA de dezembro do ano passado cujas estimativas dos mercados são de alta de 0,3% e 2,8% no acumulado de 2017. Caso se confirme, será a primeira vez desde a criação do regime de metas, em 1999, que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, enviará carta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicando os motivos pelos quais a inflação fechará abaixo do piso da meta (3,0%).

Bolsa: o movimento de realização de lucros que está acontecendo nas principais bolsas externas e as incertezas políticas domésticas devem servir de motivo para o Ibovespa manter a correção de preços iniciada no fim da tarde de ontem.
Juros: as perspectivas de melhora da arrecadação federal e perspectiva de que o IPCA apresente resultado comportado devem-se contrapor ao cenário político adverso com dificuldades do governo de emplacar a posse da nova ministra do Trabalho. Ademais, preocupações com a viabilidade da aprovação da reforma da Previdência este ano segue no radar. Sendo assim, espera-se que a curva de juros opere em alta no dia.
Dólar: a alta da divisa norte-americana frente as moedas emergentes e conjuntura política doméstica confusa são fatores de pressão sobre a paridade com o Real. No entanto, rumores de que a China estaria considerando reduzir ou interromper compras de Treasuries serve como fator favorável a moeda local. Desse modo, o dólar tende a operar com volatilidade ante ao Real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.