Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 09/11/2017

Brasília, 09 de novembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: os números de inflação ao produtor maior que o esperado da China e incertezas quanto ao teor da reforma tributária norte-americana direciona os mercados globais. Bolsas europeias operam em queda, mesmo com resutlado da balança comercial da Alemanha acima das expectativas, por conta das dúvidas quanto as negociações sobre o Brexit. O dólar ganha ligeiramente ante as moedas emergentes refletindo alguns ajustes, enquanto o petróleo opera em alta corrigindo preços.

Interno: o destravamento das negociações sobre a reforma da Previdência gera perspectiva de algum avanço e melhora o clima para os ativos financeiros locais. Para reforçar o tema, o relator Arthur Maia voltou a defender a manutenção da idade mínima e a igualdade dos sistemas dos trabalhadores públicos e privados. Assim, a agenda política segue mostrando que o Michel Temer pode estar inclinado em reaglutinar sua base de apoio por meio de outro reforma ministerial.

Bolsa: embora as praças acionárias externas estejam operando no negativo, a alta das commodities e o empenho do governo para tentar aprovar uma versão mais enxuta da reforma da Previdência devem impor uma recuperação contida do Ibovespa. Ademais, a agenda financeira esvaziada ajuda a tirar pressão do índice acionário paulista.
Juros: a articulação do governo para conseguir aprovar a reforma da Previdência, ainda este ano, segue como fato principal para maner a curva de juros oscilando próximo da estabilidade. Cabe lembrar que o leilão de papéis pré-fixados pelo Tesouro Nacional pode pressionar de forma altista a parte média e longa da estrutura à termo de juros.
Dólar: a percepção no momento de que há chance para reforma da Previdência, mesmo que enxuta, passar pelo Congresso deve pesar e impor leve apreciação do real ante ao dólar. Apesar de o dólar está recuperando valor ante as moeda emergentes em relação ao pregão anterior, o noticiário político interno e a agenda de indicadores esvaziada devem reforçar a perspectiva de alta do real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.