Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 09/08/2017

Brasília, 09 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: investidores amanhecem avessos ao risco diante da escalada das tensões entre os EUA e Coreia do Norte. O acirramento do conflito provoca aumento de demanda por ativos seguros como os Treasuries. O dólar opera com ganhos ante a maioria das divisas internacionais, enquanto bolsas europeias e futuros de bolsa de Nova York caem.

Interno: a situação fiscal do governo segue no radar por conta das fortes reações negativas de deputados e do empresariado contra a possibilidade de aumento de impostos para ajudar a cobrir o déficit do Orçamento federal de 2017 e 2018. Nesse sentido, os operadores de mercado irão acompanhar a reunião do presidente Michel Temer com a equipe econômica para discutir a ampliação do déficit da meta fiscal deste ano. Na agenda econômica, a elevação do IPCA de 0,24% em julho, acima das previsões do mercado (0,19%), completam os eventos que devem movimentar os negócios.

Bolsa: o aumento do risco geopolítico entre EUA e Coreia do Norte e situação fiscal delicada do governo federal devem provocar correção de preços no Ibovespa.
Juros: em que pese o IPCA ter acelerado marginalmente em julho, a tendência é que a leitura siga benigna em relação ao quadro inflacionário. No entanto, as dificuldades na busca do reequilíbrio fiscal, com rápida rejeição de propostas que envolvam novos aumentos de impostos devem pesar sobre a parte média e longa da curva à termo de juros. Já os vencimentos curtos seguem limitados pela expectativa de novos cortes na Selic.
Dolar: a escalada das tensões geopolíticas entre EUA e Coreia do Norte impulsiona a aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais, serve de motivo para que o dólar ganhe ante as moedas externas. Além disso, problemas para equacionar o déficit fiscal no país reforça o viés de baixa do real contra o dólar.

Fechamento dos mercados 08/08/2017

Ibovespa: a forte piora das bolsas de NY na última hora de negociação anulou a ata do Ibovespa que encerrrou o pregão cotado a 67.898 pontos, queda de 0,06%.

Juros futuros: os vencimentos curtos passaram o dia na estabilidade e os prazos de médio e longo prazo levemente pressionados para cima, em meio à definições na seara fiscal e política. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,175% (de 8,19%), 8,02% (de 8,03%) e 9,25% (9,22%), respectivamente.

Dólar: percepção do investidor de um possível aumento de impostos internamente impôs leve alta de 0,14% do dólar ante ao real cotado aos R$ 3,1296/US$.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.