Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 09/04/2018

Brasília, 09 de abril de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: discurso mais ameno do governo norte-americano sobre a disputa comercial com a China ajuda os mercados financeiros internacionais a operarem no azul. Ontem o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse não esperar “que haja uma guerra comercial” entre Washington e Pequim. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsa de Nova York operam em alta. Petróleo trabalha em alta moderada depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ter alertado que poderia reagir aos ataques do governo sírio com armas químicas contra os rebeldes. .

Interno: a corrida eleitoral ganha cada vez mais as atenções dos investidores diante da perspectiva de pulverização de candidaturas. Dúvidas jurídicas quanto ao imbróglio da discussão sobre condenação em segunda instância ainda inspira cautela dos agentes financeiros locais. O pedido de liminar do Partido Ecológico Nacional (PEN) contra a prisão após condenação em segunda instância será levado pelo ministro, Marco Aurélio, em mesa ao plenário, sem inclusão em pauta prévia. Isso preocupa os agentes, pois teoricamente hoje há posicionamento de 6 ministros do STF contra a jurisprudência atual. Na agenda de indicadores, a alta de 0,56% do IGP-DI de março (previsão de alta era de 0,66%) e a pesquisa Focus serão o destaque no dia.

Bolsa: Melhora do ambiente externo deve-se contrapor as incertezas políticas locais após a prisão do ex-presidente Lula. No momento, as perspectivas são de recuperação dos preços dos papéis que compõem a Bovespa.
Juros: Cenário eleitoral nebuloso deve limitar a previsão de recuo dos prêmios embutidos nos DIs. Ademais, o IGP-DI de março mais fraco e a pesquisa Focus mostrando queda das projeções de IPCA para 2018 reforçam o viés de queda da curva à termo de juros.
Dólar: Alívio externo com os discursos contra a guerra comercial de autoridades norte-americanas tende a tirar pressão da taxa de câmbio doméstica. A sequência de alta da divisa estadunidense também deve ajudar. Vale lembrar que a incerteza eleitoral segue no radar e pode limitar o movimento de apreciação do real ante a moeda Yankee.