Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 09/03/2018

Brasília, 09 de março de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a espera dos dados do mercado de trabalho dos EUA, investidores iniciam o dia ainda sob cautela. A evolução dos salários será monitorado pelos agentes e poderá pressionar o preço dos ativos financeiros globais. Outro ponto de destaque refere-se a confirmação das sobretaxas pelos EUA que passa a preocupar, apesar das exceções. De outro lado, o noticiário sobre o inesperado encontro entre Donald Trump e o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un em maio ajuda a aliviar as tensões no âmbito geopolítico. Nesse sentido, bolsas europeias operam em baixa, enquanto os futuros de bolsa de Nova York trabalham ligeiramente no positivo. As commodities agrícolas estão operando em baixa, ao passo que petróleo e metais sobem. No câmbio, o dólar cede ante a maioria das divisas internacionais.

Interno: o destaque da agenda de indicadores será o IPCA de fevereiro cujas expectativas são de alta de 0,31% e 2,83% em 12 meses. O indicador deve ampliar as discussões sobre as apostas de um corte adicional da taxa Selic, em magnitude de 0,25pp, conforme apontou o Banco Central na útlima reunião. Assim, o juro básico encerraria o ciclo de baixa em 6,5% ao ano.

Bolsa: o cenário externo ainda bastante volátil deve predominar e influenciar a bolsa paulista que tende a oscilar nesta abertura diante do patamar de 85 mil pontos considerado referência.
Juros: a perspectiva de alta, em linha com as estimativas, para o IPCA de fevereiro e menor tensão no exterior devem manter a parte curta da curva de juros na estabilidade. Já os demais vencimentos tendem a operar ligeiramente em alta por conta dos indicadores do mercado de trabalho dos EUA.
Dólar: a espera dos números de emprego dos EUA deixa o dólar perdendo valor ante as moedas emergentes. O aumento da inflação ao consumidor na China acima do previsto e perspectiva de encontro entre Donald Trump e Kim Jong-un ajuda as divisas externas frente ao dólar. Ademais, os dados de trabalho dos EUA devem vir em linha com as estimativas auxiliando assim na valorização do Real frente ao dólar .

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.