Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 08/09/2017

Brasília, 08 de setembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados internacionais ainda repercutem a decisão do Banco Central Europeu – BCE – e o tom da fala do presidente da instituição reguladora, Mario Draghi, transparecendo preocupação com a valorização recente da moeda única. Por ora, o mercado aposta em redução graudal do ritmo das compras do BCE, passando para 40 bilhões de euros a partir de janeiro. Bolsas europeias operam de forma volátil e o dólar cede ante a maioria das divisas externas.

Interno: a volta do feriado, sem agenda de indicadores, direciona as atenções dos players locais para a decisão do Copom, no qual foi observado a queda de 1pp na taxa Selic em linha com as expectativas. O Comitê passou a percepção, no comunicado, de que deve desacelerar o ritmo de queda da taxa Selic. No campo político, teve depoimento de Palocci e prisão de Geddel Vieira Lima.

Bolsa: a volatilidade observada nas bolsas internacionais tende a afetar em menor grau o Ibovespa tendo em vista a melhora de dados de importações da China e fala do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, indicando a intenção de votar a PEC da Previdência em outubro deste ano. Assim, espera-se alta do índice acionário doméstico.
Juros: decisão do Copom e comunicado mostrando perspectiva de desaceleração do ritmo de queda da taxa Selic e dólar operando em baixa ante ao dólar devem impor retirada de prêmios nos vencimentos de médio e longo prazo.
Dólar: o ambiente internacional volátil e depreciação do dólar ante a maioria das moedas externas tendem a influenciar a paridade local. O principal vetor deste movimento ainda está relacionado a fala do presidente do BCE, Mario Draghi, de que irá reavaliar em outubro a política de compras de ativos.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.