Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 08/08/2017

Brasília, 08 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: números do comércio exterior chinês mostrando avanço das exportações (7,2% YoY, esperado 11%YoY) e importações (11%YoY, esperado 18%YoY) abaixo do esperado pelo mercado e agenda esvaziada dão viés negativo para abertura das praças financeiras globais. Na Europa, dados da balança comercial da Alemanha também revelaram retrações tanto na importação (-4,5%) como na exportação (-2,8%) em relação ao mês anterior.

Interno: na seara política, segue a apreensão com as medidas que podem ser adotadas pelo governo até o fim deste ano, com o objetivo de ajustar as contas públicas em 2018. Segundo o noticiário as medias teriam potencial para ampliar o caixa em pelo menos R$ 35,5 bilhões no ano que vem. Ademais, os investidores seguem monitorando a retomada das conversas em torno da reforma da Previdência.

Bolsa: a sequência de altas do Ibovespa nas últimas sessões pode servir de pretexto para uma acomodação do índice. Além disso, números do comércio exterior na China e na Alemanha menores que o esperado devem reforçar a correção de preços na bolsa paulista.
Juros: a entrevista ontem a rede TV, Ilan Goldfajn reiterou as chances de manutenção do ritmo de corte de 1pp na próxima reunião do Copom a ser realizada em setembro. Nesse sentido, os DIs devem exibir variações menos intensas na estrutura à termo de juros, pois o mercado já precifica essa probabilidade sinalizada pelo presidente do Banco Central.
Dolar: a conjuntura externa volátil diante dos dados de balança comercial da China e da Alemanha piores que o previsto e preocupações com a situação fiscal doméstica tendem a pressionar a taxa de câmbio nacional. Porém, a percepção de que a reforma da Previdência ainda é viável renova o ânimo dos players, permitindo a valorização do real contra o dólar. Nesse contexto, o dólar tende a operar de forma volátil contra o real.

Fechamento dos mercados 07/08/2017

Ibovespa: a alta das commodities metálicas no exterior e trégua na cena política doméstica fez o Ibovespa cravar 67.939 pontos, alta de 1,56%.

Juros futuros: mercado de juros decidiu recompor marginalmente os prêmios diante de um dia sem agenda relevante de indicadores. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,19% (de 8,185%), 8,03% (de 7,99%) e 9,22% (9,16%), respectivamente.

Dólar: a divisa norte-americana fechou em leve queda de 0,07% no mercado à vista, cotada à R$ 3,1253. Esta estabilidade foi influenciada pela fraqueza do dólar ante as demais divisas e pelas informações de que o governo pretende lançar medidas para conter o déficit público.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.