Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 08/05/2018

Brasília, 08 de maio de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: embora os dados mais fortes do que o esperado da balança comercial chinesa tem ajudado as bolsas asiáticas a fecharem no azul, as praças acionárias na Europa e nos EUA abrem com viés negativo. Esse movimento é justificado pela expectativa com a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre restaurar as sanções contra o Irã. Por ora, o petróleo recua em movimento de realização de lucro após ganhos entre 1,5% a 1,7% obtido ontem. Ademais, declarações de membros do Fed (Banco Central dos EUA) dando a entender que a política monetária norte-americana pode aumentar o ritmo de alta dos juros impõe valorização do dólar ante a maioria das divisas externas.

Interno: a cena política segue no radar dos investidores domésticos diante das indefinições de alianças de centro que viabilizem um candidato a presidência com viés reformista. Enquanto isso, os agentes estão em alerta por conta da escalada da taxa de câmbio e seu efeito sobre a atividade, inflação e a política monetária. Na agenda de eventos, a previsão de alta do IGP-DI de abril de 0,63%, após ficar em 0,56% em março, balanço da Petrobrás e leilão de swap cambial pelo Banco Central ajudam a movimentar os negócios locais.

Bolsa: o ambiente internacional mais cauteloso com baixa das bolsas europeias e futuros de bolsa de Wall Street associado aos efeitos do cãmbio sobre a economia nacional e as incertezas políticas doméstica devem manter o Ibovespa com viés negativo.
Juros: a pressão de alta do dólar ante as moedas externas que segue dando sequência no mercado internacional e indefinições políticas em âmbito interno tendem a pressionar de forma altista a parte média e longa da curva à termo de juros. Já os vencimentos mais curtos deve operar na estabilidade.
Dólar :  o fortalecimento do dólar no exterior ante as divisas de referência e emergentes por conta da perspectiva de que o Fed acelere o ritmo de aperto monetário nos EUA além de riscos geopolíticos associado a saída dos norte-americanos do acordo nuclear com o Irã são vetores que corroboram a apreciação da divisa estadunidense. Ademais, incertezas políticas doméstica reforçam a perspectiva de depreciação do real frente a moeda Yankee.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.