Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 08/01/2019

Brasília, 08 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: à espera de desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que entram hoje em seu segundo dia, investidores internacionais amanhecem esperançosos de superação de divergências entre as duas maiores economias do mundo. Na Europa, o recuo da produção industrial da Alemanha pesa negativamente sobre o euro, mas beneficia empresas exportadoras. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Wall Street, petróleo e commodities operam em alta. Apesar de viés positivo nos preços dos ativos financeiros a moeda norte-americana ganha valor frente as divisas externas.

Interno: as recentes divergências de comunicação entre membros do governo no que tange a reforma da Previdência deixa os agentes domésticos cautelosos. Os investidores locais aguardam indicações concretas em torno de qual política econômica e fiscal o governo adotará para impulsionar a atividade brasileira. Na agenda, a queda de 0,45% do IGP-DI de dezembro, menor do que o previsto de -0,68%, a previsão de alta de 0,3% da produção industrial de novembro, frente a elevação de 0,2% em outubro, e nova reunião ministerial do governo para discutir a proposta de reforma da Previdência serão os destaques.

Bolsa: o bom desempenho das praças acionárias ao redor do mundo e alta das commodities tendem a alvancar o Ibovespa com efeitos positivos sobre as ações que transacionam essas mercadorias (Vale, Gerdau, Cosan). Petrobrás pode passar por venda diante da afirmação do governo de que ainda não há acordo definitivo sobre a cessão onerosa até o momento.
Juros: o cenário externo positivo nesta abertura será contraposto pela expectativa de crescimento moderado da produção industrial, bem como pela reunião ministerial do governo para discutir a reforma da Previdência. Assim, o mercado de juros futuros deve dar maior peso aos eventos internos e impor viés de baixa (queda, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: apesar do fortalecimento do dólar frente as divisas externas, o leilão de swap cambial de US$ 670 milhões a ser realizado pelo Banco Central e a reunião ministerial do governo para debater sobre a reforma da Previdência tendem a influenciar a taxa de câmbio doméstica. Assim, espera-se baixa marginal do dólar ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.