Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 07/12/2018

Brasília, 07 de dezembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: vivendo um dia de cada vez, os mercados internacionais amanhecem mais propensos a assumir riscos mesmo em meio as preocupações com o andamento da economia global em 2019 e com a guerra comercial entre EUA e China. O presidente do Fed (banco central norte-americano) transmitiu na noite de ontem uma mensagem de maior confiança no desempenho econômico, diante do aumento dos temores com a desaceleração mais forte. Por ora, bolsas europeias futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities operam em alta, enquanto ganha valor ante as moedas externas por conta das expectativas com dados do mercado de trabalho estadunidense.

Interno: as discussões no âmbito da equipe econômica em torno da proposta da reforma da previdência e sua indefinição provoca certa cautela dos investidores domésticos. Permanecem as dúvidas sobre a capacidade do novo governo de alcançar o apoio necessário em torno do tema. Na agenda de indicadores, a expectativa de queda de 0,1% do IPCA do IGP-DI de 0,61%, ambos referente a novembro, são os destaques.

Bolsa: embora o cenário externo esteja mais positivo, o mercado acionário local tem apresentando alta volatilidade nos útlimos dias e isso deve permanecer para hoje. Expectativas com os números de emprego nos EUA e reunião da Opep completam os eventos que movimentam o Ibovespa e tende a deixar a bolsa paulista ainda operando no vermelho.
Juros: a alta do dólar frente as moedas externas e seus efeitos sobre a inflação no curto prazo será contraposto pela expectativa de queda do IPCA de novembro. Ademais, o ritmo de recuperação da economia doméstica deve prevalecer, enquanto tiver falta de clareza para a reforma da previdência pelo novo governo. Desse modo, os juros futuros devem subir (aumento, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a apreciação do dólar frente as moedas externas por conta das expectativas de bons números do mercado de trabalho norte-americano e incertezas sobre a reforma da previdência devem direcionar a alta do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.