Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 07/08/2017

Brasília, 07 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados operam de lado diante do recuo inesperado na produção industrial da Alemanha em junho. Por outro lado, as ações de mineradoras trabalham em alta por conta do avanço dos preços do minério de ferro na China aos maiores níveis em quatro meses. Na agenda econômica dos EUA, apenas o Crédito ao Consumidor estimado em US$ 15,25 bilhões em junho.

Interno: a cena política volta a ser monitorada com a intenção do governo de encaminhar as reformas tributária e da Previdência para discussão. Declaração no sábado de Temer, no Estadão, de que admiti a reforma possível na Previdência reforça essa perspectiva. Não obstante, o presidente Michel Temer disse que as mudanças na PGR “darão o rumo correto à Lava Jato”. O presidente também não descartou a possibilidade de troca de comando na Polícia Federal e afirmou que nunca pretendeu destruir a operação da qual virou alvo.

Bolsa: em que pese a volatilidade das bolsas europeias e a queda do petróleo no exterior, investidores locais tendem a operar no positivo estimulados pela perspectiva de retomada da agenda de reformas pelo governo, bem como pelos resultados de balanços a serem divulgados, principalmente, da Petrobrás e Banco do Brasil ao longo da semana.
Juros: boletim Focus mostrando nova revisão para baixo para a taxa Selic no fim de 2017 (7,5%) e perspectivas de encaminhamento das reformas tributária e da Previdência ajudam na tendência de queda marginal nos vencimentos de médio e longo prazo dos DIs. Para os vencimentos de curto prazo os prêmios devem operar na estabilidade.
Dolar: os sinais de disposição do governo Temer de tentar retomar a agenda de reformas, com possibilidade de votação da reforma da Previdência neste trimestre, trazem ânimo novo aos negócios. No entanto, a queda do petróleo e das moedas emergentes ante ao dólar devem pesar sobre a paridade da taxa de câmbio doméstica impondo depreciação do real.

Fechamento dos mercados 04/08/2017

Ibovespa: a influência positiva do cenário internacional favoreceu uma leve alta da bolsa que marcou 66.897 pontos, alta de 0,18%.

Juros futuros: a estrutura à termo de juros fechou ligeiramente em alta por conta do payroll norte-americano.

Dólar: a forte criação de empregos (payroll) em julho nos EUA e do aumento das apostas em alta de juros no fim do ano no país empurrou a taxa de câmbio para R$ 3,125/US$ com alta de 0,46% ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.