Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 07/06/2019

Brasília, 07 de junho de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A sexta-feira começa com investidores internacionais animados diante dos sinais de avanço nas discussões entre EUA e México sobre tarifas e imigração, bem como pela indicação do Banco Central Europeu (BCE) de que deve manter os juros baixos pelo menos até meados de 2020. No calendário, a previsão de criação de 180 mil postos de trabalho nos EUA em maio deve movimentar os negócios. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque operam em alta, ao passo que o dólar cede ante a maioria das divisas emergentes. As commodities metálicas e agrícolas caem. Petróleo sobe.

Interno: A notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o processo de venda ou de perda de controle acionário de empresas subsidiárias de estatais não precisa ter aval do Congresso e perspectiva de desaceleração do IPCA de maio irão amplificar as movimentações nos preços dos ativos financeiros domésticos. Outra notícia que deve mexer está relacionado a ideia dos governos do Brasil e Argentina de criação de uma moeda comum para o Mercosul, o “peso-real”.

Bolsa: A conjuntura externa positiva por conta do avanço nas discussões comerciais entre México e EUA e pela indicação do Banco Central Europeu (BCE) de manutenção de juros baixos por mais um longo período contribui para o Ibovespa. Ademais, a notícias de que o governo poderá vender as subsidiárias de empresas Estatais sem aval do Congresso também reforça o viés de alta da bolsa paulista.
Juros: A queda do dólar ante as moedas emergentes (tira pressão da inflação no curto prazo), informações de que o governo poderá vender subsidiárias de Estatais sem aval do Congresso e estimativa de IPCA fraco tendem a manter em baixa os juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O ambiente internacional propenso ao risco e noticiário dando conta de que o governo pode vender empresas subsidiárias de Estatais sem anuência do Congresso devem impor queda do dólar ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.