Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 07/06/2018

Brasília, 07 de junho de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: os mercados mostram pouco ânimo, em meio a sinais de que China e EUA fizeram progressos em várias áreas durante rodada de negociações comerciais. No entanto, as incertezas quanto ao comércio global permanecem e impõem ganhos moderados das bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque. As commodities operam em alta e o dólar aprecia contra as moedas emergentes. O Banco Central da Turquia elevou a taxa básica de juros, a de recompra em uma semana, de 16,7% para 17,75%. A agenda de indicadores terá como destaque os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA.

Interno: o cenário nebuloso nos mercados domésticos persiste por conta da percepção de um risco cada vez maior para a agenda econômica nos próximos anos. O panorama eleitoral entra no radar e afeta as perspectivas da atividade pelos agentes de mercado. Nesse sentido, o Banco Central e o Tesouro Nacional buscam limitar as pressões nos preços dos ativos (câmbio e juros) por meio de oferta de swap cambial e recompra de papéis pré-fixados. A elevada incerteza com o rumo da economia brasileira, do déficit fiscal e das eleições presidenciais têm aumentado a volatilidade e o estresse dos investidores. No calendário econômico, a alta de 1,64% do IGP-DI de maio, acima das expectativas de 1,42%, leilão de áreas do pré-sal pela Agência Nacional do Petróleo e reunião do conselho de administração da Petrobrás para debater a política de preços completam os eventos do dia.

Bolsa: O ambiente externo ainda fraco e o efeito das indefinições eleitoriais sobre as contas públicas brasileiras tendem a manter o viés de queda da Bovespa. Além disso, debate sobre a política de preços de combustíveis pela Petrobrás afeta o humor dos investidores locais.
Juros: A conjuntura internacional sem tração associado as preocupações com os rumos da economia nacional diante das incertezas eleitorais tendem a manter pressionado os prêmios dos DIs. Desse modo, espera-se que a curva à termo de juros opere em alta para todos os vértices.
Dólar: Nem mesmo as atuações do Banco Central e do Tesouro para tentar conter a volatilidade e a escalada da moeda americana e dos juros deve reverter a trajetória de alta do dólar ante ao real no dia. Em que pese a divisa americana já ter acumulado de 2,81% em junho, ainda não há sinais de alívio nas cotações.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.