Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 07/02/2019

Brasília, 07 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados internacionais trabalham com viés negativo depois da contração inesperada de 0,4% da produção industrial alemã em dezembro e do corte do juro pelo Banco Central indiano, em 0,25 ponto, para 6,25% ao ano. Na agenda, a decisão de juros do Banco da Inglaterra (BoE) e negociações em relação a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) serão monitorados. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, petróleo e commodities caem, enquanto o dólar ganha valor frente as moedas externas.

Interno: o noticiário sobre a reforma da Previdência e da Vale continuam sendo acompanhandos pelos investidores domésticos. Ademais, o cenário externo também deve pesar sobre o humor dos operadores locais. Embora o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tenha afirmado que a reforma do sistema de aposentadorias será tratada como prioritária, a resistência de nove governadores do Nordeste revela o tamanho do desafio de se debater o tema. Quanto a Vale, informações de que a Polícia Federal teria identificado em e-mails trocados por funcionários da mineradora e da consultoria alemã Tüv Süd que a empresa sabia dos problemas de monitoramento da barragem de Brumadinho geram perspectivas de mais punições financeiras para a companhia. No calendário, a previsão de alta 0,18% do IGP-DI de janeiro, depois da queda de 0,45% em dezembro e leilões de títulos públicos federais serão os destaques.

Bolsa: a abertura em baixa nas praças acionárias na Europa e EUA, resistências políticas em relação a proposta do governo para a reforma da Previdência e informações de que funcionários da Vale sabiam do risco da barragem de Brumadinho devem derrubar o Ibovespa.
Juros: a alta do dólar ante as moedas externas, dificuldades de convencimento do governo em relação reforma da Previdência e comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central brasileiro) sinalizando tom menos suave tendem a pressionar os juros futuros. Assim, os juros futuros tendem a subir (alta, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a manutenção de uma conjuntura internacional ruim e desafio do governo para avançar o debate sobre a reforma da Previdência devem impor alta da divisa norte-americana frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.