Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 07/02/2018

Brasília, 07 de fevereiro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: ainda tentando enxergar até onde pode ir a onda de realização de lucros, investidores internacionais operam com cautela após a forte reação observada durante a tarde de ontem. Deve acalmar os ânimos os bons fundamentos econômicos nas maiores economias do mundo. No momento, bolsas europeias trabalham ligeiramente no positivo, enquanto futuros de bolsa de Nova York ainda operam com receio e de forma ligeiramente negativa. Petróleo operam em queda diante do aumento de produção nos EUA, ao passo que o dólar se valoriza ante as moedas internacionais.

Interno: no aguardo da decisão do Copom no final do dia, os mercados tendem acompanhar o ambiente externo. Ademais, as dificuldades com a reforma da Previdência ainda não tiram o fôlego do governo para tentar trabalhar pela votação do tema. No âmbito eleitoral, declarações do novo presidente do TSE, Luiz Fux, sobre a aplicação “sem hesitação” da Lei da Ficha Limpa favorece a interpretação do mercado quanto a inviabilidade da candidatura do ex-presidente Lula. Na agenda de eventos, a expectativa do mercado de que a taxa Selic caia para 6,75% ao ano segue ainda majoritária.

Bolsa: a conjuntura externa ainda inspirando cuidados e a incerteza quanto a sinalização para a próxima reunião do Copom, haja vista a recente realização de lucros no exterior com efeitos sobre o câmbio, devem deixar o Ibovespa operando com volatilidade com viés de baixa.
Juros: em dia de decisão do Copom cujas apostas majoritárias são de redução da taxa Selic para 6,75% ao ano, a instabilidade dos mercados internacionais pode pesar sobre a decisão do órgão regulador e afetar a condução da política monetária. Assim, a tendência para os vencimentos de curto prazo seja de oscilações marginais, enquanto os demais vértices da curva à termo de juros devem subir de forma moderada.
Dólar: a valorização do dólar no exterior deve se contrapor a decisão do Banco Central de voltar a fazer leilão de swap cambial de forma a limitar o movimento da taxa de câmbio doméstica. Ademais, perspectivas de novos ingressos de capital ajudam a melhorar o viés para a paridade real/dólar. Desse modo, o real tende a trabalhar com alguma volatilidade no dia.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.