Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 06/06/2018

Brasília, 06 de junho de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: falta de tração dos mercados financeiros internacionais tem como causa a relação comercial conflituosa entre EUA e a China. Segundo o noticiário, o país asiático estaria disposta a comprar US$ 70 bilhões em produtos americanos dos setores agrícola e de energia no caso de Washington desistir de impor tarifas a bens chineses. Na Europa, as especulações de que o Banco Central Europeu estaria preparando para começar a retirar seu programa de afrouxamento monetário completa os eventos que movimentam os negócios. No momento, bolsas europeias e futuros de bolsa de Nova Iorque avançam moderadamente com fôlego limitado, enquanto petróleo sobe. O calendário prevê a divulgação da balança comercial e dos estoques de petróleo, ambos dos EUA.

Interno: com o exterior sem disposição para tomar risco, os investidores locais focam as atenções para os temores de maior deterioração fiscal e avanço de candidatos não reformistas nas eleições presidenciais. As consequências da greve dos caminhoneiros para os preços dos fretes rodoviários também causa insegurança (alta estimada de 150%), pois pode gerar impacto forte na inflação dos alimentos. Na agenda de indicadores está previsto a produção de veículos pela Anfavea. Quanto aos eventos, serão acompanhados os discursos de membros do Copom na CPI dos Cartões de Crédito no Senado.

Bolsa: O ambiente externo fraco, incertezas fiscais e eleitorais devem pesar sobre os negócios na Bovespa. Assim, o índice acionário paulista tende a cair.
Juros: o cenário internacional sem fôlego associado as preocupações com a situação fiscal das contas públicas tende a manter pressionado os prêmios dos DIs. Desse modo, espera-se que a curva à termo de juros opere em alta para todos os vértices.
Dólar: as incertezas comerciais entre EUA e China, bem como indefinições eleitorais aqui além das preocupações sobre o quadro fiscal da contas públicas nacionais são fatores que devem manter o dólar pressionado. A oferta de swap cambial e a escalada da divisa norte-americana pode limitar o ímpeto de depreciação do real. Mesmo assim a moeda yankee deve ganhar valor frente a divisa doméstica.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.