Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 06/02/2019

Brasília, 06 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: as baixas nas bolsas europeias e futuros de bolsas de Wall Street mostram investidores internacionais aproveitando para corrigir excessos dos preços e utilizando como argumento dados fracos da atividade da Alemanha e discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, considerado contraditório pela imprensa norte-americana. No discurso Trump defendeu que os partidos republicano e democrata trabalhem juntos para o bem do país e do povo, mas ressaltou que irá construir o muro na fronteira com o México, propose;leo e commodities caem, enquanto o dólar ganha valor frente asta que é totalmente rejeitada pela oposição. No momento, petr&oacut moedas externas.

Interno: os ânimos dos investidores domésticos seguem oscilando a medida que o governo emite sinais a respeito da reforma da Previdência. Essa alternância de humor dos operadores locais segue movimentando os negócios. A percepção agora dos agentes é de que existe divergências entre a área econômica e política do governo com relação ao sistema de aposentadorias. Na agenda, o destaque será a decisão do Copom para sobre a taxa Selic cujas expectativas são de manutenção em 6,5% ao ano pelo mercado. No front corporativo, a decisão da Justiça de Minas Gerais pela suspensão da produção na mina de Brucutu da Vale deve afetar o papel.

Bolsa: o viés de baixa nas praças acionárias na Europa e EUA, indefinição sobre a reforma da Previdência e pressão da Justiça sobre a Vale devem derrubar o Ibovespa.
Juros: a alta do dólar ante as moedas externas e seus efeitos de curto prazo sobre a inflação brasileira e incertezas quanto aos detalhes e efetividade fiscal da reforma da Previdência tendem a pressionar os juros futuros. Assim, os juros futuros tendem a subir nos vencimentos de médio e longo prazo (alta, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos para prazos superiores a um ano).
Dólar: conjuntura internacional avessa ao risco e falta de clareza de uma proposta efetiva para a reforma da Previdência devem impor alta da divisa norte-americana frente ao real. Contudo, outro leilão de swap cambial que o Bacen realiza hoje no montante de US$ 516,5 milhões atua como limitador de movimentos bruscos.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.