Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 06/01/2020

Brasília, 6 de janeiro de 2020

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Amplificando o movimento e correção dos preços (venda depois de atingir níveis historicamente elevados) dos ativos financeiros, investidores internacionais utilizam a escalada das tensões entre EUA e Irã para ratificar o viés negativo. Os temores dos analistas de mercado são das implicações mais óbvias sobre os preços do petróleo. A commodity energética opera próximo de US$ 70 o barril, ou seja, alta de quase 5,5% e pode trazer efeitos inflacionárias na economia mundial. Apesar disso tudo, os indicadores de atividade da Zona do Euro melhores tendem a limitar as quedas dos ativos. As bolsas europeias, os futuros de bolsas de Nova Iorque e as commoditites agrícolas e metálicas estendem as baixas da última sexta-feira. No câmbio, o dólar cede ante as moedas de referência (euro, libra-inglesa e iene japonês) e oscila frente as moedas emergentes.

Interno: O ambiente externo negativo segue no foco diante dos efeitos sobre a economia doméstica. O presidente Jair Bolsonaro informou que haverá reunião na tarde de hoje para tratar das consequências da alta do petróleo sobre a política de preços dos combustíveis. O temor dos investidores recai sobre as chances de interferência política na condução dos preços dos combustíveis pela Petrobrás. Na agenda, o recuo da mediana das projeções do IPCA de 2020 (de 3,61% para 3,6%) tende animar, pois não reflete que os analistas financeiros ainda não alteraram suas expectativas inflacionárias no curto prazo.

Bolsa: Manutenção da maior aversão ao risco por parte dos investidores internacionais em reação ao aumento das tensões no Oriente Médio e riscos de reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil devem impor baixa do Ibovespa na sessão regular.
Juros: O aumento das tensões entre EUA e Irã, no Oriente Médio, seguem no foco diante dos efeitos de alta do petróleo. As consequências para inflação no curto prazo tendem a elevar os juros futuros de vencimentos mais longos. Nas taxas de prazos até um ano a curva de juros devem operar na estabilidade por conta das expectativas de inflação estarem (3,6%) abaixo da meta de inflação de 2020 (4,0%). Essa situação provoca aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos para prazos superiores a 12 meses.
Dólar: A elevação das preocupações dos agentes financeiros internacionais com a escalada das tensões no Oriente Médio e seus efeitos sobre a economia brasileira por meio de reajustes nos preços dos combustíveis devem impor alta do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.