Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 05/09/2019

Brasília, 05 de setembro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: As declarações do governo chinês de que haverá um novo encontro entre autoridades de alto escalão entre China e EUA em outubro anima os investidores internacionais. Embora permaneça o ceticismo sobre a possibilidade de algo concreto, a volta das negociações presenciais traz algum alento tendo em vista que pode conter novas medidas protecionistas. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities sobem, enquanto o dólar cede ante as moedas internacionais.

Interno: O avanço da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado com ganho fiscal estimado de R$ 870,5 bilhões em 10anos, abaixo do que foi aprovado na Câmara dos Deputados (em torno de R$ 913 bilhões em uma década), traz algum alento. As preocupações recaem no risco de mais diluição na votação em Plenário. O ponto positivo refere-se a PEC paralela que inclui Estados e Municípios na reforma previdenciária. Ademais, discussões em torno de mudanças do teto dos gastos seguem monitoradas. A avaliação dessa tema gera preocupação na ala política, pois a demora de reação da economia doméstica e o risco de paralisação das atividades governamentais em 2020 podem minar as pretensões eleitorais do governo no horizonte.

Bolsa: O segundo dia de bom humor dos investidores internacionais que puxam para cima os preços dos ativos externos e avanço da reforma da Previdência devem manter os ganhos no Ibovespa.
Juros: A baixa do dólar frente as moedas internacionais (tira pressão da inflação no curto prazo) e aprovação da reforma da Previdência na CCJ do Senado ajudam no viés de baixa da curva de juros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos). Cabe destacar que pode limitar o movimento de baixa das taxas DI os rumores de mudanças no teto dos gastos públicos.
Dólar: A conjuntura externa positiva pelo segundo dia e aprovação da reforma da Previdência na CCJ do Senado tendem a valorizar o real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.