Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 05/07/2017

Brasília, 05 de julho de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: investidores internacionais operam na expectativa pela ata da reunião do FOMC (Comitê de Mercado Aberto do Fed) realizada em junho, no qual foi decidida a elevação dos juros pela segunda vez no ano. Por ora, dólar opera com ganhos ante a todas as moedas externas, enquanto petróleo e metais trabalham em baixa.

Interno: pauta política continua no campo de visão dos players locais, após a Comissão de Constituição e Justiça – CCJ – ter aprovado o regime de urgência para a reforma trabalhista e ainda com a escolha de um relator considerado “técnico” para avaliar a denúncia da PGR contra Temer. As dúvidas sobre o apoio do governo na Câmara para barrar a denúncia segue como fator de preocupação para os agentes financeiros.

Bolsa: o cenário externo um pouco mais avesso ao risco diante da queda da commodities e alta do dólar ante as divisas internacionais devem pesar sobre os negócios da Bovespa. Além disso, as incertezas no âmbito político reforçam a perspectiva de queda do principal índice acionário local, mesmo com a aprovação do regime de urgência da reforma trabalhista na CCJ do Senado.
Juros: notícias de que o Banco Central manteria o ritmo de queda de 75 pontos-base nas próximas reuniões tendem a direcionar a parte média e longo da curva à termo de juros para baixo. Para os vencimentos mais curtos, a perspectiva é de estabilidade por já estarem bem ajustados as previsões de taxa Selic até o fim do ano.
Dólar: o mau humor dos investidores externos na abertura dos mercados e as incertezas políticas no Brasil devem pressionar a taxa de câmbio doméstica. Bom destacar que, o avanço da reforma trabalhista observada ontem pode limitar o movimento previsto para o câmbio.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.