Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 05/04/2019

Brasília, 05 de abril de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: O sinais de que o acordo comercial entre EUA e China deve ser alcançado até maio, remove o impacto de uma guerra comercial, tira o temor de uma recessão global. Na agenda, os dados do mercado de trabalho dos EUA com perspectivas de manter bons números devem ajudar os investidores externos em tom ligeiramente positivo no dia. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque operam no azul, ao passo que as commodities caem, enquanto o dólar ganha frente as moedas fortes (euro, libra inglesa e iene japonês) e cede marginalmente ante as divisas emergentes.

Interno: As conversas mantidas ontem pelo presidente Bolsonaro com líderes partidários alivia as preocupações dos investidores domésticos. Para hoje, são esperados pronunciamentos de Rodrigo Maia e Paulo Guedes no fórum empresarial Lide, em Campos do Jordão (SP) e operadores têm expectativas de que haja maior articulação política do governo junto aos Congressistas em relação a reforma da Previdência.

Bolsa: O alívio externo com a ligeira melhora do apetite ao risco e perspectivas de maior articulação política do governo junto aos parlamentares, em relação a reforma da Previdência, tendem a sustentar os ganhos do Ibovespa no dia.
Juros: Conjuntura externa levemente melhor com baixa do dólar frente as moedas emergentes (tira pressão de curto prazo na inflação) e perspectiva de avanço nas negociações do governo junto aos legisladores para avançar a reforma da Previdência devem tirar pressão dos juros futuros nos vencimentos de curto prazo. Já para as taxas de médio e longo prazo a tendência é de ligeira alta (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos para prazos superiores a um ano).
Dólar: O ambiente internacional ameno e expectativa de maior articulação do governo junto aos Congressistas para aprovar a reforma da Previdência atuam como vetor positivo para a taxa de câmbio local. No entanto, a desconfiança dos agentes financeiros domésticos deve pressionar o real. Nesse sentido, espera-se volatilidade na paridade dólar/real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.