Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 05/02/2019

Brasília, 05 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mesmo com as principais bolsas da Ásia fechados (Japão, China, Taiwan e Corea do Sul) por conta do feriado do Ano Novo Lunar, investidores do ocidente estão animados com os bons resultados corporativos de Google e da petrolífera British Petroleum. No foco, discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Estado da União a ser realizado no Capitólio deixa os operadores em compasso de espera. A preocupação refere-se o quanto, Trump, poderá ser duro em relação ao muro na fronteira com o México e isso desencadear nova paralisação do governo norte-americano. Em segundo plano, os indicadores de atividade do setor de serviços e industrial da zona do euro no menor patamar em 5 anos e meio é relevado pelos agentes. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas Nova Iorque, petróleo e commodities metálicas sobem, enquanto o dólar ganha valor frente as moedas de referência (euro, libra inglesa e iene japonês).

Interno: os investidores domésticos acompanharam a segunda reunião ministerial, que será comandada pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Espera-se que nesta reunião sejam debatidos a reforma da Previdência e o início do ano legislativo, embora não esteja oficialmente na pauta. Ademais, o vazamento, ontem, da minuta da reforma das aposentadorias que a equipe econômica promete enviar ao Congresso ainda neste mês ainda repercute sobre os papéis brasileiros. Entre os destaques da reforma estariam a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, tempo de contribuição de 40 anos e alcance das mudanças para servidores públicos, políticos e militares. Na agenda, começa hoje a reunião do Copom para decidir sobre a taxa Selic cujas expectativas são de manutenção em 6,5% ao ano pelo mercado.

Bolsa: a abertura positiva das praças acionárias na Europa e EUA e expectativas em relação a reforma da Previdência depois do vazamento da minuta que o governo promete apresentar ao Congresso devem impulsionar o Ibovespa. O índice paulista pode ter movimento limitado pela decisão da Vale de paralisar temporariamente as operações de produção de minério de ferro no complexo de Vargem Grande.
Juros: a queda do dólar ante as moedas emergentes e seus efeitos de curto prazo sobre a inflação brasileira ajuda a trazer algum alívio na curva de juros futuros. Por outro lado, declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de que a reforma da Previdência será "muito diferente" da minuta divulgada ontem traz cautela. Assim, os juros futuros tendem a oscilar (volatilidade, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: conjuntura internacional propensa ao risco e especulações em torno da reforma da Previdência movimentam a taxa de câmbio doméstica. A baixa da moeda americana ontem pode servir de gatilho para uma correção (compra de dólares pelos agentes dado o preço atrativo). O leilão de swap cambial que o Bacen realiza hoje no montante de US$ 516,5 milhões atua como limitador de movimentos bruscos. Desse modo, o dólar tende a oscilar ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.