Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 04/09/2018

Brasília, 04 de setembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: os agentes adotam uma postura defensiva nos primeiro momentos do dia, tendo em vista a retomada das negociações comerciais entre EUA e Canadá. Além disso, existe a possibilidade do governo norte-americano de impor novas tarifas a produtos chineses no valor de US$ 200 bilhões depois de quinta-feira, prazo final para comentários das empresas afetadas. Outro fator de cautela refere-se a reunião entre autoridades argentinas e o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o programa de resgate da instituição ao país. Nesse contexto, futuros de bolsa de Nova Iorque oscilam ao redor da estabildade e as bolsas europeias operam em baixa, enquanto o dólar ganha valor ante as moedas internacionais.

Interno: o nervosismo externo e a cautela dos investidores locais antes da pesquisa de intenção de voto Ibope/Estadação/TV Globo, desta noite, sugerem mais uma sessão negativa para os ativos financeiros domésticos. Na agenda de indicadores e eventos, a perspectiva de queda de 1,5% da produção industrial de julho e o leilão de swaps cambiais no montante de US$ 545 milhões são os destaques.

Bolsa: o quadro externo negativo e incertezas políticas domésticas seguem como vetores para a tendência de baixa do Ibovespa na sessão regular.
Juros: a perspectiva de queda da produção industrial deve amparar a estabilidade dos vencimentos mais curtos dos juros futuros diante da indicação de fraqueza da economia nacional. Por outro lado, as dúvidas quanto ao futuro diante das indefinições políticas e da alta do dólar no mercado internacional tendem a pressionar para cima os prazos de médio e longo prazo da curva de juros (impactam os custos de aplicação e captação dos bancos).
Dólar: a alta do dólar frente as moedas de referência (euro, libra inglesa e iene japonês) e divisas emergentes aliado a expectativa com a pesquisa de intenção de voto do Ibope/Estadão/TV Globo servem de motivos para que os investidores sigam comprando a moeda estadunidense. O leilão de swaps cambiais da ordem de US$ 545 milhões pelo Banco Central brasileiro deve limitar o movimento de apreciação do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.