Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 04/02/2019

Brasília, 04 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: após os números robustos do mercado de trabalho dos EUA observados na última sexta-feira, os mercados internacionais mostram sinais mistos nos dois lados do atlântico. Na Europa, notícias corporativas deixam as praças do velho mundo oscilando, enquanto os futuros de bolsas de Nova Iorque sobem. Anima também o indicador de atividade do setor de serviços da China que mostrou expansão. No foco, balanços da Google hoje depois do fechamento, da General Motors na quarta-feira e do Twitter na quinta-feira. Por ora, petróleo sobe e commodities agrícolas e metálicas caem. O dólar ganha valor frente as moedas externas.

Interno: o resultado das eleições para a presidência da Câmara e para o Senado dão viés positivo aos agentes domésticos. A vitória de Rodrigo Maia (DEM/RJ) na Câmara e a perspectiva de que ele apoie a reforma da Previdência será contrabalançada pela eleição no Senado de Davi Alcolumbre (DEM/AP). Alcolumbre é visto como uma vitória do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, pois este atuou e apoiou o novo presidente do Senado. Isso gerou certo ressentimento entre parte dos Senadores que apoiavam Renan Calheiros e pode atrabalhar de alguma forma os trabalhos do governo no Senado Federal. Os operadores estão otimistas com a aprovação da reforma da Previdência até o fim do semestre contando com o apoio de 20 governadores de 27. A semana prevê a decisão do Copom sobre a taxa Selic cujas expectativas são de manutenção em 6,5% ao ano pelo mercado. O boletim Focus do Banco Central mostrou a evolução das projeções do principais indicadores da economia: IPCA 2019 passou de 4% para 3,94%, PIB 2019 e 2020 segue em 2,5% e Selic 2019 foi corrigida de 7% para 6,5% e 2020 mantida em 8%. O Dólar 2019 foi corrigido de R$ 3,75 para R$ 3,70 E 2020 de R$ 3,78 para R$ 3,75.

Bolsa: a abertura mista nas praças acionárias lá fora e a queda das commodities agrícolas e metálicas deve ser compensada pelas expectativas de aprovação da reforma da Previdência depois do resutlado das eleições no Congresso. Assim, o Ibovespa deve buscar novos patamares históricos positivos.
Juros: o fortalecimento do dólar ante a maioria das moedas externas e seus efeitos de curto prazo sobre a inflação brasileira pressiona os juros futuros nos vencimentos de médio e longo prazo. Por outro lado, as expectativas em torno do novo comado do Congresso e de que este avance com a reforma da Previdência favorece queda dos juros futuros nos vencimento de até um ano (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos para prazos superiores a uma ano).
Dólar: conjuntura internacional mais volátil será contrabalançada pelo resultado das eleições para as presidências da Câmara e do Senado brasileiro. A visão de um Congresso que apoie a reforma da Previdência animam os investidores domésticos. No entanto, o dólar mais forte ante as moedas externas também pressiona a cotação local. Desse modo, o dólar tende a oscilar ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.