Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 04/01/2019

Brasília, 04 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: as fortes perdas observadas ontem nos preços das ações, moedas emergentes e commodities passam por uma correção de seus valores (investidores aproveitam para recomprar os ativos que ficaram baratos). As notícias de retomada das negociações comerciais entre EUA e China ajudam no bom humor dos agentes. O alerta fica ainda em relação a paralisação parcial de alguns serviços públicos dos EUA que mesmo após a Câmara dos Representantes aprovarem o orçamento, não contemplando a verba para o muro na fronteira com o México, pode ser vetado pelo presidente Donald Trump. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities ganham valor, enquanto o dólar cede frente as divisas externas.

Interno: a proposta mais branda para a reforma da Previdência, exposta pelo presidente Jair Bolsonaro ontem à notie, deve se contrapor a melhora dos mercados internacionais e limitar o movimento dos preços dos ativos financeiros domésticos. Bolsonaro disse em entrevista ao SBT que a idade mínima para aposentadoria deverá ser de 62 anos para homens e 57 anos para mulheres, abaixo da proposta do governo Temer de 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres. Segundo analistas, essa flexibilização não resolveria o problema das contas públicas no médio prazo.

 

Bolsa: o ambiente internacional positivo puxando a alta das commodities terá como contrapeso os comentários, do presidente Jair Bolsonaro, sobre a reforma da Previdência, interpredados pelos agentes como brandos. Nesse sentido, o Ibovespa tende a trabalhar em margens estreitas rodando ao redor da estabilidade.
Juros: embora o cenário externo esteja mais positivo nesta abertura, a fala de Bolsonaro afirmando a possibilidade de flexibilizar a idade mínima de aposentadoria tende a impor alta dos juros futuros (alta, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos). A interpretação dos agentes é de que isso não resolveria o déficit das contas públicas no médio prazo acarretando assim incertezas quanto a solvência do Estado Brasileiro.
Dólar: a conjuntura financeira externa melhor é contrabalançado com declarações, consideradas pelos agentes financeiros brandas, do presidente, Jair Bolsonaro, em relação a reforma da Previdência. Assim, espera-se oscilação da taxa de câmbio doméstica.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.