Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 03/10/2019

Brasília, 03 de outubro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Mercados buscam alguma reação as fortes perdas dos últimos dias, mas dados ainda fracos da Zona do Euro, preocupações com a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) sem acordo e novas tensões comerciais entre EUA e o Bloco Europeu geram cautela. Em relação ao protecionismo, a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou os EUA a retaliar a União Europeia por conta dos subsídios concedidos à Airbus pelo velho continente. No momento, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque operam com alta moderada, enquanto os sinais de desaquecimento da atividade mundial afeta negativamente as commodities e o Petróleo. O dólar cede ante as moedas internacionais.

Interno: A aprovação da reforma da Previdência sem perdas adicionais traz certo alívio, mas a votação em 2º turno da proposta segue cercada de incertezas. As dispustas políticas em torno da divisão dos recursos da cessão onerosa do petróleo é avaliado pelos agentes como meio de barganha dos Senadores. Ademais, os operadores financeiros começam a avaliar tramitação da PEC Paralela (inclui Estados e Municípios na reforma da Previdência), bem como os temas positivos e negativos do ponto de vista fiscal da proposta.

Bolsa: As bolsas externas ensaiam uma recuperação após as fortes perdas dos últimos dias. Pode limitar o movimento positivo, os sinais cada vez mais claros de perda de fôlego do comércio mundial. Por aqui, a agenda esvaziada deve direcionar as atenções para o movimento lá fora cujos efeitos são de impulso para os papéis nacionais. Assim, o Ibovespa tende a subir moderadamente no dia.
Juros: A queda dólar frente as moedas internacionais (tira pressão da inflação no curto prazo) e esforço do governo para evitar maior desitratação do texto da Previdência tendem a contribuir para a baixa da curva de juros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A conjuntura externa melhor e esforço do governo para evitar maior desitratação do texto da Previdência devem amparar a apreciação do real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.