Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 03/07/2017

Brasília, 03 de julho de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: o mês inicia com alta nas bolsa europeias e nos futuros de bolsa de Nova York diante dos dados de atividade industrial na Europa apontarem números melhores do que o esperado. Para os EUA, as perspectivas são de que o índice de atividade industrial apresente manutenção do número pela apuração PMI. Importante lembrar que a liquidez dos mercados internacionais estão reduzidas por conta do feriado de amanhã nos EUA.

Interno: no ambiente político os investidores estão de olho na votação de urgência da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) prevista para amanhã na agenda do Senado, porém poderá ser adiada para o dia 12 de julho, por conta da expectativa de votação apertada. Dúvidas sobre a tramitação da denúncia contra o presidente, Michel Temer, também seguem no foco dos players. Na agenda econômica, o boletim Focus mostrou novamente redução das projeções de IPCA para 2017 e 2018 e recuo nas estimativas de PIB para 2018.

Bolsa: depois de encerrar o primeiro semestre do ano com ganhos de 4,4%, a Bovespa deve começar o pregão em alta diante do otimismo nas praças financeiras internacionais e pelo avanço dos preços do petróleo e das commodities agrícolas. Ademais, a decisão de Petrobrás de alterar sua política de preços de forma diária também tende a influenciar os papéis da estatal
Juros: em dia de agenda esvaziada, os investidores locais devem monitorar a tramitação da denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. Enquanto isso, a liquidez reduzida dos mercados e o boletim Focus revelando projeções de inflação e atividade mais baixas para 2018 devem repercutir negativamente na curva à termo de juros.
Dólar: a liquidez mais fraca nesta segunda-feira, véspera de feriado nos EUA, e ausência de leilão rolagem de contratos de swap cambial deixam o dólar com viés de alta ante ao real. Além disso, as incertezas no cenário político e de reformas ratificam a tendência de depreciação do real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.