Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 03/01/2019

Brasília, 03 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a previsão de menores receitas da gigante de tecnologia Apple anunciado ontem ascende o alerta entre os investidores diante dos impactos na forma de números do efeito da guerra comercial entre EUA e China. A desaceleração da economia chinesa e receita decepcionante com o iPhone foram destacados como os principais motivos para a previsão de queda da receita da empresa da maçã. Ademais, a falta de acordo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e os democratas sobre a paralisação parcial do governo adiciona mais preocupações. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities operam em baixa, enquanto o dólar ganha valor ante a maioria das divisas externas.

Interno: a primeira reunião ministerial do governo Bolsonaro nesta manhã será acompanhada pelos investidores em busca de indícios sobre a concretude do discurso feito ontem pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no qual atacou “piratas privados” e burocracia pública, do Judiciário e do Legislativo. Além disso, a articulação política do governo para obter apoio no Congresso também será monitorada pelos agentes financeiros. Na agenda, o Tesouro Nacional faz o primeiro leilão de títulos públicos do ano, ofertando papéis pré-fixados de curto (LTNs) e longo prazo (NTN-Fs).

 

Bolsa: o ambiente internacional negativo com queda das commodities e a forte alta observada ontem no Ibovespa pode precipitar um correção de preços (venda de papéis) que compõem a bolsa paulista. Contudo, o otimismo dos investidores com a agenda liberal e negociações para apoio no Congresso devem sobressair e manter o viés de alta da bolsa local.
Juros: a oscilação do dólar frente as divisas emergentes e seus efeitos de curto prazo sobre a inflação além do leilão de papéis pré-fixados pelo Tesouro Nacional tendem a pressionar os juros futuros. Não obstante, o bom humor com o novo governo atua como vetor positivo. Assim, os juros devem oscilar (não deve haver impactos significativos, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a conjuntura financeira externa ruim será contrabalançado com a agenda econômica liberal do novo governo brasileiro. A perspectivas de que o governo Bolsonaro possa anunciar novas medidas econômicas para melhorar o ambiente de negócios tendem a prevalecer e ajudar na apreciação do real ante ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.