Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 01/12/2017

Brasília, 01 de dezembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: dificuldades para aprovação da reforma tributária no Senado dos EUA por conta do adiamento na proposta derivado de divergências provocam aversão ao risco nas praças financeiras globais. A resistência de três senadores republicanos ao projeto em virtude dos impactos fiscais estimados gerou impasse nas discussões. Os debates desse tema serão retomados hoje com possilibidade de votação do projeto. Por ora, bolsas caem e dólar sobe ante as moedas internacionais. As commodities operam em alta depois que o indicador de manufatura chinês apontou leve expansão na atividade de compra, ao passo que o petróleo reage a decisão da Opep de estender a redução na oferta diária em 1,8 milhão de barris por dia até o fim de 2018.

Interno: as chances de a reforma da Previdência ser votada ainda neste ano segue no foco dos investidores cujas expectativas são de que no final de semana seja realmente decidido pelo governo a viabilidade desse prazo de votação. No sábado, deve ocorrer um encontro entre o presidente Michel Temer e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que pode resultar em algum acordo entre o PSDB e o PMDB para a votação da reforma. Na agenda de indicadores, o destaque para o PIB do 3T17 que deve apresentar expansão de 0,3% ante ao segundo trimestre.

Bolsa: conjuntura externa negativa, mesmo com a alta das commodities, e incertezas sobre a perspectiva de votação da reforma da Previdência ainda neste ano tendem a impactar negativamente o Ibovespa.
Juros: o movimento de alta do dólar frente as moedas emergentes aliado as dúvidas quanto ao avanço da reforma da Previdência no âmbito político doméstico tendem a impor alta da curva à termo de juros. O PIB do terceiro trimestre com previsão de alta de 0,3%, ante ao segundo trimestre, pode reforçar a inclinação positiva dos DIs.
Dólar: a decisão do Banco Central brasileiro de rolar os swaps cambiais de janeiro no montante de aproximadamente US$ 700 milhões em função da pressão externa do câmbio pode limitar a perspectiva para o dia de alta da divisa norte-americana frente ao real. Ademais, as indefinições quanto a reforma da Previdência por aqui é outro fator a pressionar a taxa de câmbio doméstica.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.