Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 01/08/2019

Brasília, 1 de agosto de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os sinais emitidos ontem pelo presidente do Fed, Jerome Powell, de que um longo ciclo de flexibilização estaria descartado ainda ecoa nos mercados mundias, em especial sobre as taxas de câmbio. Essa visão menos favorável em termos de estímulo monetário impõe alta da divisa americana frente as moedas internacionais. Por outro lado, as notícias corporativas impactam positivamente os demais ativos. No momento, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque apontam alta ao passo que as commodities caem.

Interno: A decisão de política monetária do Banco Central, de reduzir a taxa Selic em 50 bps, para 6,00% a.a., e o comunicado indicando que o ciclo expansionista tem potencial para cortes adicionais que totalizariam mais 1,0pp tende a movimentar a curva de juros nacional, o Ibovespa e a taxa de câmbio. Na agenda, a perspectiva de queda da produção industrial de junho será o destaque.

Bolsa: A fortes perdas de ontem depois da decisão de juros do Banco Central dos EUA deve estimular uma correção dos papéis domésticos. Ademais, a sinalização de que a taxa Selic tende a cair mais nos próximos meses também motiva a compra de ações brasileiras. Assim, o Ibovespa deve subir no dia.
Juros: A curva de juros deve se ajustar à decisão do Copom de reduzir a taxa Selic em 50 pontos-base. Aumentaram as apostas de que o juro básico ficará próximo de 5,0% ao ano. Desse modo, os juros futuros devem cair (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A perspectiva de menor estímulo monetário nos EUA conjugado com a queda da taxa Selic (tira atratividade do país para investimentos no mercado financeiro local) tendem a pressionar a paridade real/dólar. Assim o dólar tende a subir frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.